Total de visualizações de página

domingo, 16 de outubro de 2011

O VI FESTIVAL MPBeco


Nos dias 1º, 08 e 15 de outubro, aconteceu em Natal a sexta edição do MPBeco, o tradicional festival de música do beco da lama.
O beco, para quem não conhece, é um reduto de músicos, poetas, boêmios e amantes das artes em geral, conhecido por sua resistência à tendências e modismos estrangeiros, firmando-se como um dos poucos centros que valorizam a cultura local.
O festival, a princípio, se alimenta dessa fonte de “inspiração urbana” que jorra dos bares e sebos do beco da lama.
O evento a cada ano se firma como um dos principais movimentos culturais do estado, abrindo oportunidade para novos compositores exporem suas obras musicais, em meio a nomes renomados.
Tive o prazer de participar pela segunda vez do festival, só que agora como compositor. Minha música, Festa na Vila, foi uma das finalistas do evento, ficando entre as 11, das 286 composições inscritas. Valeu a experiência, não só para mim, mas para o grupo Linha de Passe que, com a ajuda do sanfoneiro e amigo Tiago Araújo, tão bem executou a música.
A organização do evento foi boa. Porém, deixou um pouco a desejar na elaboração do edital, omitindo-se quanto à previsão de algumas situações, como por exemplo, a classificação de 11 finalistas, ao invés das 10 previstas no regramento. Omitiu-se, também, quanto a algumas proibições, como por exemplo, o uso de fogos de artifício no momento da execução musical. Portanto, fica a dica para a próxima edição.
Com relação ao resultado final, por questões de ética, não vou dizer aqui qual a música, ou as músicas que mereciam o caneco.  Mas, para apimentar a discussão, rsrsrsr... deixo aqui um questionamento. É que as grandes vencedoras do festival “MPBeco” foram, respectivamente, um Tango e um Blues. Isso mesmo, primeiro e segundo lugar. Um belíssimo tango Argentino e um tradicional Blues Americano. A pergunta é: será que um samba ou um forró ganhariam um festival de música na terra dos “hermanos” ou do “tio sam”?
Grande abraço para todos, obrigado pela torcida, e viva a música globalizada do Beco da Lama.
JH