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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ANTÔNIO DE PÁDUA


Importado diretamente da Paraíba, Antônio de Pádua elegeu a cidade do sol sua
nova morada. Foi no final dos anos 90 que o bacharel em trompete pela UFPB veio
de mala e cuia para Natal com um objetivo: mostrar seu talento e passar um pouco
de seus conhecimentos musicais.
Além do instrumento de sopro, Pádua também toca pandeiro, violão de sete cordas
e cavaquinho, sendo referência neste último pela técnica aprimorada e muita
criatividade, qualidades que o tornaram o professor mais requisitado pelos
adeptos desse peculiar instrumento de cordas.
Diariamente envolvido com sua carreira de músico e professor, Antônio ainda
arranja tempo para produzir o trabalho de outros artistas, emprestando um pouco
de seu talento para os projetos dos quais é convidado a participar.
Na infância e a adolescência, participou de orquestras na Paraíba e atuou nas
Sinfônicas da Paraíba e do Rio Grande do Norte e na Filarmônica Norte-Nordeste.
Desde então, vem participando e ganhando prêmios com diversos grupos e bandas
marciais do Nordeste. Dentre eles, está a Orquestra Metalúrgica Filipéia, que
rendeu uma apresentação na França e a gravação de um CD, em 2000.
A gravação de um CD solo ocorreu em 2004, intitulado “Sentimento Nordestino”. As
13 faixas, todas autorais, resumem a trajetória musical de Antônio, viajando
pelos ritmos brasileiros: do erudito ao folclórico, do samba ao choro.
Lançado em 2008, “Um olho no peixe, o outro no gato” é seu segundo CD, que se
transformou também em DVD, em 2009.
Em 2010, Antônio se aventurou pelo teatro e estreou com o musical “O Ratinho
Teobaldo”.
Esse ano resolveu investir em sua carreira acadêmica, o que o fez reduzir sua
carga horária de professor para dedicar-se a um mestrado.
Ah, e fora tudo isso o cara ainda é um excelente fabricante de pandeiros.
Como é possível? É fácil! Sua família é musical. Esposa e filhos são músicos que
vivem da música com dignidade e muita alegria. Esse é o segredo de Pádua.
Todo sucesso pra você amigo.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

JUBILEU FILHO




Antes de falar sobre Jubileu, gostaria de fazer uma reflexão acerca do seguinte tema: “profissão x retribuição”.
Imaginem um profissional que por competência, talento e muito trabalho, conquistou o reconhecimento em sua área de atuação e, por consequência, é retribuído de forma justa. Sugiro como exemplo o médico Ivo Pitanguy. Para muitos, o melhor cirurgião plástico de todos os tempos. Reconhecido no mundo todo pela sua técnica e busca incansável pela perfeição estética. Perfeição, na verdade, é um grau de virtude questionável, pois sempre haverá modelos novos a serem seguidos como parâmetros de beleza, de modo que nossa limitação humana obriga-nos a dizer: “perfeito só Deus”.
Mas mesmo diante dessa fragilidade, é possível perceber facilmente os diferentes níveis de excelência de cada profissional e a ele atribuir o “título” adequado. O problema é que em nosso mundo capitalista, a retribuição financeira muitas vezes não é dada de forma justa.
O médico que se qualifica recebe, além de outras compensações, o pagamento pelo seu serviço, pelo seu talento e competência, de forma satisfatória, justa.
Na música essa matemática, na maioria das vezes, não funciona.
O que dizer de um músico como  Jubileu Filho?
Compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical. Considerado um dos guitarristas mais técnicos e virtuosos do Brasil. De execução primorosa que enche os olhos de qualquer um, do leigo ao maestro, essa fera já tocou com renomados músicos do cenário nacional, como Fagner, Armandinho, Elba Ramalho e Lenine.
A rigor, Jubileu é um Ivo Pitanguy da guitarra. O que o diferencia do famoso cirurgião é a retribuição alcançada pelo desempenho de seu ofício.
É dizer, o talento é o mesmo, mas a conta bancária é bem diferente.
Todavia, pela humildade e maestria com que conduz sua carreira, essa equiparação um dia irá de acontecer. É o que esperamos.
Boa sorte amigo, e continue nos encantando com seus solos perfeitos, ou melhor, quase perfeitos, pois perfeito mesmo só Deus.

JH


domingo, 9 de janeiro de 2011

KHRYSTAL


Natalense de berço,  Khrystal Gleyde Saraiva Santos cresceu no bairro de Cidade Alta e desde criança já demonstrava aptidão pela música. Instrumentista autodidata, compositora e cantora, essa talentosa potiguar vem conquistando os adeptos da boa música brasileira, transbordando sentimento e transmitindo energia por onde passa. Até parece papo de espiritualista não é?
O fato é que Khrystal possui um atributo raro entre os artistas da música: a presença de palco. Ter presença de palco não é a mesma coisa que performace de apresentação, mas, sim, preencher o palco com a simples presença. Isso é inerente à pessoa, não se aprende. E Khrystal preenche o palco com postura, expressão e sentimento.
Já tive o privilégio de assisti-la em vários eventos, mas tomo como exemplo duas ocasiões. Uma, na sala de cinema do Sesc Natal, espaço para no máximo 30 pessoas. Outra, no estádio machadão, no show em comemoração ao dia de natal.  O que posso dizer é que sua devoção e sentimento foram iguais nas duas situações. Uma artista completa que envolve o público com voz forte e interpretação cênica contagiante. Ela bota pra quebrar mesmo! De delicado, só o nome.
Com carreira solidificada em Natal e em todo o Rio Grande do Norte, seu regionalismo de coco de roda começa a despontar para todo Brasil. Na verdade, num país que revela tantos nomes no cenário musical, muitas vezes, dada a falta de talento, descartáveis, já está mais do que na hora dessa guerreira conquistar definitivamente seu espaço entre as grandes interpretes da MPB.
Todo sucesso pra você mulher porreta. Ou melhor, pra ser mais natalense, mulher arrochada.