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domingo, 16 de outubro de 2011

O VI FESTIVAL MPBeco


Nos dias 1º, 08 e 15 de outubro, aconteceu em Natal a sexta edição do MPBeco, o tradicional festival de música do beco da lama.
O beco, para quem não conhece, é um reduto de músicos, poetas, boêmios e amantes das artes em geral, conhecido por sua resistência à tendências e modismos estrangeiros, firmando-se como um dos poucos centros que valorizam a cultura local.
O festival, a princípio, se alimenta dessa fonte de “inspiração urbana” que jorra dos bares e sebos do beco da lama.
O evento a cada ano se firma como um dos principais movimentos culturais do estado, abrindo oportunidade para novos compositores exporem suas obras musicais, em meio a nomes renomados.
Tive o prazer de participar pela segunda vez do festival, só que agora como compositor. Minha música, Festa na Vila, foi uma das finalistas do evento, ficando entre as 11, das 286 composições inscritas. Valeu a experiência, não só para mim, mas para o grupo Linha de Passe que, com a ajuda do sanfoneiro e amigo Tiago Araújo, tão bem executou a música.
A organização do evento foi boa. Porém, deixou um pouco a desejar na elaboração do edital, omitindo-se quanto à previsão de algumas situações, como por exemplo, a classificação de 11 finalistas, ao invés das 10 previstas no regramento. Omitiu-se, também, quanto a algumas proibições, como por exemplo, o uso de fogos de artifício no momento da execução musical. Portanto, fica a dica para a próxima edição.
Com relação ao resultado final, por questões de ética, não vou dizer aqui qual a música, ou as músicas que mereciam o caneco.  Mas, para apimentar a discussão, rsrsrsr... deixo aqui um questionamento. É que as grandes vencedoras do festival “MPBeco” foram, respectivamente, um Tango e um Blues. Isso mesmo, primeiro e segundo lugar. Um belíssimo tango Argentino e um tradicional Blues Americano. A pergunta é: será que um samba ou um forró ganhariam um festival de música na terra dos “hermanos” ou do “tio sam”?
Grande abraço para todos, obrigado pela torcida, e viva a música globalizada do Beco da Lama.
JH



33 comentários:

  1. Excelente discussão...
    "MPBeco" o que se supõe ao ler o nome deste festival? Na minha concepção: festival que prioriza a música popular brasileira. Porém, como foi dito, quem ganhou a edição foi um tango, em segundo um blues e no terceiro lugar, já não era sem tempo,a MPB deu o ar da graça.
    Achei contraditório...
    Até porque as 6 categorias de clasificação ficaram entre os 3 primeiros. Digo a eleita por voto popular, melhor interprete e melhor arranjo, ou seja, cada um recebeu 2 prêmios.
    Contudo, reconheço a oportunidade que as bandas e compositores tiveram de expor seus trabalhos.
    E que nas outras edições, como foi exposto acima, isto seja revisto.
    Bjãoo lindo. Adorei o post.

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  2. Acho uma boa discussão...
    Porém a música é global. Acho tanto o tango, como o blues, como a polca, como o rock, como o forró, como o samba, como o chorinho, como qualquer tipo de música única e global. Gosto de música e música pra mim é tudo. Já fui no MPBeco várias vezes e já um rock ganhar e não ter esse questionamento. Já vi Khrystal ganhar com Simona Talma e não teve questionamento. Já um soul ganhar e não vi problema. Porque um tango não pode. Pra mim é música, tudo isso. Não sou radical com nada. Achei muito merecido o Tango, o Blues estva ótimo. Adorei ver Wigder no palco. Gostei de tudo é pra mim tudo é música. Radicalismo é coisa que não me entra.
    Sinceramente ainda não entendi porque um tango ou um blues não pode ganhar um festival?

    Ricardo Curioso

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  3. Ninguém aqui está questionando a boa qualidade das músicas. Pelo contrário, o arranjo do Tango estava belíssimo. A questão da discussão é: Se o fetival é MPBeco porque não priorizar a MPB?
    Acho que se a música é universal que a liberdade de expressão também seja...
    Mais uma vez, não tem ninguém aqui questionando os cantores e os ritmos. Estamos discutindo que a proposta do festival não condiz com algumas ações.

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  4. Priorizar MPB?
    Todas as músicas eram cantadas em português.
    O que quer dizer MPB? Música Popular Brasileira? O que é isso?
    Calcinha Preta canta MPB? Saia Rodada canta MPB? Pois eles "tocam e cantam" o ritmo do Nordeste, Forró.
    O que Odair José canta e toca é MPB. Música brega é MPB?
    O Funk carioca é MPB?
    E o que canta Paula Fernandes e seus parceiros, tipo Leonardo, Gian e Giovani é MPB.
    E lá no Norte? O Carimbó é MPB?
    O Maracatu é MPB?
    O que será MPB.
    Se ficarmos nessa MPB seremos um gueto e não uma música.

    Ricardo Curioso

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  5. Prezados comentaristas,
    A pergunta lançada pelo blogueiro foi:"Será que um samba ou um forró ganhariam um festival de música na Argentina ou nos EUA?"
    E a resposta é NÃO. Pois lá não seriam
    permitidas, sequer, suas inscrições. E não quero entrar no mérito, se justa ou não, tal atitude.O que sei é que estamos falando de duas nações com níveis educacionais muito mais altos e taxas de analfabetismo muito mais baixa que a nossa. Talvez por razões como essas, apesar de globalizados,não se curvem, subservientes, à outras culturas.

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  6. Olá João Henrique.

    Obrigado pelas palavras quanto a organização, mas vamos lá no "porém, deixou um pouco a desejar". Sinceramente, nas 06 edições do evento, foi a primeira vez que um concorrente soltou foguetões em cima de um palco, todo feito de lona, de madeira, de carpete, de fios. O local onde seu "roadie" soltou os foguetões, estava completamente cheio de carros e de pessoas. Aliás um dos foguetões chegou a chamuscar um rapaz que estava ao lado do palco. Para o evento ser realizado, o Corpo de Bombeiros, faz uma vistoria na estrutura, todos os dias do evento, para saber se está tudo certo. E uma das coisas que a instituição disse-nos é que não pode soltar foguetões, por tudo isso descrito acima. Acho que não era preciso colocar no Regulamento, que é proibido soltar foguetões ou algo semelhante, pois o bom senso de qualquer pessoa, mostrava que era claro que qualquer fagulha, causaria um enorme prejuízo ao evento. Mas para que outros "roadies" não façam tal procedimento, nas reuniões antes das apresentações, vou avisar que será proibido soltar foguetões em cima do palco, pois ele é feito de material inflamável e quem está em cima do palco pode morrer queimado.

    Quanto ao resultado, a comissão julgadora, é soberana, isso tá no edital, o que ela decidir está decidido. E ela decidiu que não desempataria. Isso aconteceu na segunda eliminatória e depois do somatório notou-se o empate, a comissão decidiu que ficaria daquele jeito e a produção acatou. Isso já aconteceu uma vez. A comissão julgadora é soberana. E o resultado final, por questão de ética, também fico calado. Mas o festival aberto a todos os estilos musicais. Qualquer um pode vencer, aliás o MPBeco preza pela diversidade de estilos musicais, acho isso muito bom, pois engloba muitos compositores. Não vejo problemas quanto a isso.

    No mais é agradecer sua participação e esperar a VII edição do evento e contar com sua participação.

    Abraços.

    Julio Cesar Pimenta

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  7. Obrigado pela participação dos comentaristas. É bom ver os vários pontos de vista sobre determinado tema.

    Ricardo,
    Acredito, sim, que a música é global. Ocorre que, como dito, o MPBeco, por ser um festival de música do Beco da Lama, nos remete facilmente ao "purismo" que paira por aqueles bares e sebos. Nos faz pensar que trata-se de um festival que fomenta a cultura local, incentivando composições que falem do RN, de Natal, do Beco, e que sejam revestidas com nossa a sonoridade nordestina-brasileira. Mas tudo bem, é um festival que está além desse "saudosismo" ou "tentativa de bairrismo" que, ao meu ver, na medida certa, faz bem ao desenvolvimento da cultura local.
    Obrigado pela participação e continue sempre "curiando" o espaço, rsrsrsr.

    Grande Julio,
    Amigo, por tudo isso que você falou, não tenho como pensar de outra maneira: "essa proibição deve estar prevista, e em destaque, no edital do evento", justamente para evitar imprevistos, pois, afinal, eles sempre acontecem. Exemplo disso foi aquela chuva que caiu de repente fazendo jorrar água no palco, oferecendo risco aos músicos que ali se encontravam em meio a tantos cabos, microfones e caixas de som, contutores perfeitos de energia.
    Insisto na tecla de que o Edital é a "Lei" maior de qualquer Festival, Concurso, Licitação etc. Inclusive, determinados atos de "soberania" do juri, como a decisão de classificar 11, ao meu ver, devem ser previstos no Edital. Ora, quanto mais objetividade tiver o regramento, menos imprevistos e insatisfações acontecerão, e isso de ambas as partes.
    No mais, reitero os parabéns pela organização, e principalmente a você, que desde o início se mostrou solícito, para com todos os músicos participantes.
    Abraços e visite sempre o "Papoco".... eita!!!.. papoco lembra fogos, rsrsrsrs.
    Valeu Irmão.

    JOÃO HENRIQUE KOERIG

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  8. No próximo Mpbeco por que o Koerig não ataca de vanerão dos pampas ou com alguma camerata composta por músicos do Goethe Institut?

    Hermínio Lutz

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  9. Rock, Blues, Rhythm and blues,Forró,Baião,Xaxado, Mambo e o Samba,ou qualquer outro gênero musical feito nesse País também é “MPB” , esse BAIRRISMO IDIOTA que alguns adoram arrotar e rotular já nem deveria existir. “O REGIONALISMO” é importante, no sentido de trasmitir para os mais jovens manifestações culturais locais, não as deixando sumirem, no entanto o BAIRRISMO funciona como uma redoma, um campo de força e não dá vez ao “novo” propagando-se como uma “VERDADE FASCISTA” e minando a liberdade. Temos músicas ecoando nas rádios, televisão ou outra mídia qualquer de estilos musicais “DITOS DO BRASIL” que são de PÉSSIMA CATEGORIA.O que se deveria debater é se a música é de boa qualidade ou não.IRÃO DIZER QUE É UMA ANÁLISE SUBJETIVA, no entanto independente se gostamos ou não do gênero musical é perceptível se ela(a música) ecoa com CATEGORIA.O que deveria DISCUTIR é valorização do artista da terra, e que ele não precisasse migrar para outro centro para ser reconhecido, ou que colocasse um fim a sua carreira musical porque aqui não encontra apoio e/ou não consiga sobreviver através da sua arte e desista.
    Então viva o Blues, o Rock, O samba, O Baião ou outro ritmo feitos com boa qualidade aqui nos becos, vielas, palafitas, palácios e mansões, que o som e as palavras reverbere nessa cidade.
    Fiquei feliz festival MPBECO aonde vi uma nova geração TALENTOSA,CRIATIVA E DIVERSA musicalmente falando mas que poderá está fadada a “morrer” por falta de INCENTIVO e VALORIZAÇÃO da arte musical local. A mesma opinião vale também para outras manifestações culturais.

    Pedro Henrique

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  10. Perdón señor Lutz,
    Pero ahora, en el Beco, no hay espacio para vanerones o cameratas. Solamente para el tango y unos pocos rocks y blues sin expresión. Quizá en otro sitio. Lo siento.
    Muy buenas noches,

    Gardel.

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  11. Veja só o grande Gardel aparecendo, ressuscitado.
    Já imaginou se o tango ficasse só na Argentina, e que era um ritmo discriminado?
    Chico Buarque e Edu Lobo não nos daria o "Tango de Nancy", música belíssima, que já vi numa interpretação maravilhosa de Simona Talma, aqui mesmo, alí na UFRN. Veja só na UFRN?
    Para pessoas que não vão ao centro da cidade, nem conhece o mesmo, como a maioria dos que falam: o centro da cidade é cosmopolita, muito maior que uma MPB. O centro da cidade é Rock, é blues, é forró, é tango, é samba, é chorinho, é camerata, é Hip Hop, é dub, é ragga e o que inventarem mais. O Centro da cidade é para quem desejar se chegar e trazer seu ritmo. Não é para pequenos. O centro da cidade é solidário. O que vier é bem vindo.
    Se restringir a um ou outro estilo é para que tem a mente pequena, feito burro de carroça que não consegue olhar pro lado.

    Abram suas mentes.

    Nazir Canan

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  12. Bela defesa do nosso beco feita por nossa querida Gardênia. bravo.
    Perón

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  13. Sra. Nazir,
    Vamos colocar os pingos nos is. Gardel, assim como Pugliese, Canaro e outros tantos, não só cultivaram o tango como o tornaram universal. Contudo nunca participaram de algum festival com composições que não fossem, originalmente, portenhas. Penso que nem mesmo compuseram alguma. Assim como Chico e Edu Lobo - muito bem lembrados pela senhora - já fizeram de tudo (e com maestria), porém nunca participaram de um festival de Música Popular Brasileira com um tango. Sobre o centro da cidade não ser para os "pequenos", concordo plenamente, pois para mim, ser pequeno é consumir toda e qualquer porcaria que a mídia nos empurra, goela a baixo. Isso é ser pequeno. Ou melhor, é ser microscópico. É ter dimensões e cérebro de Ameba. E os burros de carroças, pobres coitados,nem eles suportam as aberrações musicais impostas e, principalmente importadas pela mídia.

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  14. Pobre, muito pobre, Sr. João Geraldo.

    Dá pra bem notar que não conhece absolutamente nada do centro da cidade.
    Nazir Canan, foi um HOMEM e não é uma mulher.
    Nazir Canan foi o homem que criou o Bar de Nazir famoso bar do Beco da Lama onde até Pixinguinha, que não participou de festivais, tomou sua famosa bebida.
    Se o Chico Buarque não participou de um festival com um tango, Gilberto Gil, Caetano e outros, que nos trouxeram o Tropicalismo, foram chamados em festivais de idiotas. Eles foram idiotas porque inovaram?
    O centro da cidade continua e sempre será muito melhor que seus, inúmeros, bares da burguesia, onde vocês escutam o melhor que o forró cearense produz. Lá se escuta de tudo, mas tudo de bom e continuará grande, apesar de ser pequeno geograficamente, diferente de suas Pontas Negras e Búzios, onde seus carrões de Advogados e promotores se juntam aos trios elétricos da baianada, como diz " suportam as aberrações musicais impostas e, principalmente importadas pela mídia".

    Vá ler alguma coisa de Paulo Coelho e se farte!

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  15. Perdão, senhor Nazir.
    Confundi o sexo porque, lá pelos idos anos 1970, tive uma namorada com este mesmo nome.
    Acertou em cheio em me adjetivar como "pobre". Realmente não sou um milionário. Mas, de resto, que infelicidade a sua, pensar que possuo carrões e resido ou, pelo menos, frequento Ponta Negra e Búzios. Sou apenas um humilde cidadão da zona Norte da grande Natal, que por aqui passa o tempo ouvindo os eternos sambas de Noel e Cartola, e choros inesquecíveis de Kaximbinho e J. Juvanklin. (Será que o senhor conhece este último?). Quanto a Paulo Coelho, confesso, ainda não o li. Mas, para um melhor entendimento da nossa sociedade, eu chego lá.

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  16. Calma amigos.... parece que os fogos do evento explodiram aqui!!!rsrsrsrsr...
    Hoje li um post, em um blogue local, que fala da impressão de uma Potiguar ao visitar a Virada Cultural de Recife. Acho que o assunto tem a ver com que estamos discutindo aqui, de modo que peço licença para reproduzi-lo.

    "...
    Por Luiza Mendes
    em comentário sobre o post da Virada Cultural do Recife

    Uma análise sábia. Esse texto representa exatamente as mesmas impressões e conclusões que qualquer potiguar – observador – que visite Pernambuco, durante qualquer evento cultural, tem!

    Em diversas conversas que tive com amigos durante a Virada, discutíamos exatamente isso… o desprezo do público potiguar pelas manifestações da terra. Lamentável.

    No domingo, acabei deixando de assistir – segundo você mesmo – o melhor show da virada, o de Naná Vasconcelos, mas em compensação, pude ver uma prévia de carnaval lá em Olinda.

    O que percebi foi que a massa que acompanhava o bloco, as danças, o frevo e a música, era formada principalmente por Olindenses, REcifenses, enfim… Pessoas que saem de sua casa, em pleno domingo para fazer parte de um evento que – como sabemos – existe praticamente todo dia lá por aquelas terras… Agora eu te pergunto, aqui em Natal, quem sairia de casa num domingo trnaquilo para assistir mais do mesmo?

    Aquilo ali é paixão, é amor, é orgulho…

    ou… “Olhe ao redor, porra. Recife é essa galera alucinada pelo Mangue. É essa Nação (Zumbi?), é Chico (Science), é essa Virada maluca. Uhuuu!”.
    ..."

    Respeitando a opinião de todos, acho que Natal e o RN precisam urgentemente mostrar a sua cara, a sua música, a sua cultura local, redescobrir-se.

    JOÃO HENRIQUE KOERIG

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  17. Pois é. Todo o problema que tentamos discutir em nossos comentários está sintetizado em apenas uma frase, da Sra. Luiza Mendes, no texto acima: "...o desprezo do público potiguar pelas manifestações da terra."
    Estou certo de que, vai levar um bom tempo, mas opiniões e comentários como os apresentados neste Blog, contribuirão muito na construção de uma nova mentalidade.

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  18. Prezados,

    O "anônimo" que achou "pobre" os comentário do Sr. João Geraldo, e o aconselhou a se "fartar" com leitura de livros de Paulo Coelho sequer se identificou.

    O "anônimo" tenta fazer crer ser possuidor de vasta cultura musical por ser frequentador do "centro da cidade", inclusive identificando que "Nazir Canan, foi um HOMEM e não é uma mulher."

    Ora, não é preciso saber quem foi/é ou não foi Nazir Canan! Não é o que esta sendo discutido.

    O fato de frequentar ou não o "Beco da Lama" não dá condição a qualquer um de ser crítico musical! A se tornar um "entendido de música".

    Pelo que vi aqui, os frequentadores do referido ambiente se acham superiores culturalmente aos frequentadores e músicos que tocam nos bares das outras regiões da cidade.

    O ponto em discussão é a de um Festival denominado "MPBeco" ter como vencedores um TANGO e um BLUES!?!??!

    Até o dia de hoje, eu pensei que MPB significava Música Popular Brasileira, mas diante do escólio dos entendidos que aqui comentaram, a MPB significa TUDO! Ótimo!

    Pessoal, todos aqui defenderam, inclusive citaram músicos da Música Popular Brasileira, não há como compreender a vitória do Tango e um Blues frente a nossa MPB!

    A sugestão é de mudar o nome do aludido evento para Festival de TUDO!

    Garanto que inscreverei minha banda de rock pesado, e não ficarei chateado se um TANGO for a música vencedora.

    Ah, Caetano Veloso e Gilberto Gil foram SIM idiotas "inovação" pelo Tropicalismo, e já li alguns livros de Paulo Coelho!

    Abraço ao ricos em cultura do Beco!

    Gustavo Dias

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  19. Caros amigos, ha alguns anos participei desse marivilhoso festival, um dos melhores festivais de música de Natal , bom musica o que??? ahhhh só musica mesmo.
    Bom não se sintam magoados com minhas humildes palavras, talvez esteja ainda com um recalque de perdedor que fui, mas enfim apresentei durante este festival uma , modestia a parte, lidissima embolada ( isso mesmo embolada aquele ritmo essencialmente percussivo e vejam só, genuinamente potiguar ), embolada essa que tive o prazer de dividir no palco com meu grande amigo e blogueiro João Henrique, e fui criticado pela comissão julgadora, não pela musica em si, mas sim pela minha "atitude" no palco. O motivo nada mais foi que eu estava fumando e bebendo durante a apresentação, ahhhh fala sério eu trabalho a semana toda pra poder não precisar (sobre)viver como musico e na minha hora de diversão não posso beber nem fumar? ahhhh não f.... comissão. Tá bom depois desses comentários pseudoarmoriais que vi no blog agora só posso dizer que "MPBeco sem foguetão, sem cigarro e sem cachaça ninguem segura esse rojão".
    Quase esquecia tudo isso se deve a maldição de Cascudo, afinal Natal nem se consagra nem a ninguem consagra.... e quando no começo do comentário chamei o MPBeco de maravilhoso festival, e um dos melhores de Natal... é só e somente porque ... PRA QUEM NÃO TEM MERDA NENHUMA, QUALQUER MERDA SERVE.

    Isaías Silvério

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  20. Por esses e outros comentários que, desde o começo, falei com Dorian Lima e Christian Vasconcelos sobre fazermos um Festival no Beco da Lama de apresentações e não competitivo.
    Falei que teríamos problemas, qualquer que fossem os resultados. Sempre apareceria, concorrentes e outras pessoas discordando dos resultados, questionando critério, falando em manipulações, etc.
    E isso ocorreu desde a 1ª edição, sempre. Mas discordar dos vencedores, é normal, não vejo nenhum problema, pois cada um tem sua música que acha ser a vencedora. Também tenho minhas preferências, mas não sou da Comissão Julgadora, e se as músicas fossem da minha preferência, não precisaria de Comissões Julgadoras. As notas dos jurados são somadas na presença dos jurados, para que não ocorra nenhum erro. Da mesma forma, o Voto Popular, é contado na presença dos concorrentes.
    O que fazemos é tentar democratizar ao máximo o Festival, para que não ocorram comentários como alguns que vejo aqui. Por exemplo, o de Isaias, que conheci no escritório de Haroldo Maranhão, onde diz: “ PRA QUEM NÃO TEM MERDA NENHUMA, QUALQUER MERDA SERVE.”. E, também, dizer que foi desclassificado pela Comissão porque bebia e fumava durante sua apresentação. Eu soube que ele estava bebendo e fumando durante a apresentação por João Henrique, durante a reunião de sorteio para as apresentações do VI MPBeco (três anos depois) que ocorreu agora em setembro do mês passado. A Comissão Julgadora, da época, não o desclassificou pela atitude de beber ou fumar no palco, nenhum deles fez disso um critério.
    Por essas e outras atitudes é que estou tentando repensar o Festival. Fazê-lo como o DoSol, o Mada, ou outros que estão aí sobrevivendo sem nenhum problema, pois não tem classificação, nem comissão julgadora. Basta escolher 03 ou 04 bandas ou artistas e colocá-los para cantar no palco e pronto. Teríamos muito menos trabalho, menos custo e sem questionamentos finais. Poderia convidar qualquer estilo musical, misturar estilos e estava tudo certo. Desta forma o trabalho seria reconhecido.

    Julio Cesar Pimenta

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  21. Júlio!

    O formato do MPBeco é diferente do DOSOL e MADA, dá chance a DESCONHECIDOS a se colocare em pé de "IGUALDADE" com compositores mais conhecidos da terra. O caminho do MPBECO é esse, só nesse festival vemos tanta diversidade e sempre vai haver discórdia quanto aos resultados, eu mesmo achei que umas 3 músicas que não passaram de fase(no blog Sérgio Vilar debatemos sobre isso e muita gente concordou) deveriam está na final e também discordo quanto a ordem dos vencedores, mas é uma impressão minha.
    O chorôrô começou(salientando que acho normal) mas agora tem outro tipo de "choro" o da música não ser de "MPB" "Foi "um tango que ganhou"(não importa poderia ser uma polca, lá vem o pensamento BAIRRISTA querer tolher a liberade de quem faz arte). Já comentei sobre música feita aqui cantada em portugês é também "MPB" e respondendo o rapaz que disse que montaria uma banda de Rock pauleira p se inscrever no MPBECO, faça e cante em bom "português",se ela for boa poderá passar quiça ser premiada.Acho que a divulgação do trabalho é mais imporatnte do que a premiação nessa terra em que a música autoral é deixada de lado.

    Pedro Henrique

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  22. Uma sugestão para os próximos festivais:
    Independente de premiações, 12 músicas finalistas terão assegurado presença em um CD gravado ao vivo. Os grupos que as defenderam copiarão o CD e farão a divulgação junto a seus públicos, submetendo assim o resultado do festival ao julgamento popular. Penso ser esta uma forma democrática que contribuiria muito para minimizar as polêmicas.

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  23. Caro Julio Pimenta

    desde já esclareço que não discordo da decisão de juízes ou comissão em seus julgamentos e logicamente nenhum vencedor irá agradar a todos, esta mais que correto que a organização escolha seus métodos do julgamento, afinal, é uma das poucas oportunidades que o compositor Potiguar tem de mostrar seu trabalho, me sinto especialmente a vontade de falar sobre esse assunto, pois não me consiero, músico, cantor ou compositor. E tenho certeza que voce como pessoa de inteligencia acima da média q é, não levou minhas palavras ao pé da letra, mas pra quem assim o fez, explico que não acho que o festival seja uma merda ao contrario, respeito o empenho e dedicação dos organizadores que fazem um trabalho com amor, com erros e acertos que são naturais do trabalho humano, mas com boas inteções, a MERDA a que me refiro não é um festival, mas sim uma festivalidade, não é um evento e sim uma eventualidade, .... desde sempre o cenário cultural da cidade é mediocre e esporádico, onde um punhado de falsos rebeldes que exaltam e a pobreza e as barbas mal feitas e os cursos universitários de concorrencia pífia que fazem como sinonimo de inteligencia, frenquentam desde que não haja um show do Rogério Skylab acontecendo na mesma hora

    Isaías Silvério

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  24. olá amigos;
    procurei ler todos os comentários tendo em vista a discussão, que no meu ver é de grande valia, para tercê a minha opinião. Acredito que os festivais por esse brasil a fora não são apenas músicas entre si competindo por prêmios, baseados na estrutura organizacional do próprio. Tenho certeza que o "pós-festival" faz parte do mesmo e logo, polêmicas e discussões deste tipo são inevitáveis, cabem a nós avaliarmos e colher o que pode ser mais proveitoso para o concurso, no intuito de torná-lo cada vez melhor, até porque é um dos poucos que temos. Acho que o importante é tentar encontrar soluções para os possíveis "erros", e claro isso muitas vezes só é possível de ser identificado com críticas e polêmicas, como foi a questão dos fogos de artifício, do uisque e do cigarro, de o festival ter o nome de MPBeco e poder ganhar uma outro ritmo que não a MPB, enfim..., explano que isso deve ser colocado no edital do evento (obs: não estou dizendo que qualquer destas não esteja no edital) que assim os concorrentes saberão o que pode e o que não fazer. Acho que o amigo João Henrique foi muito feliz ao colocar esse exposto aqui sobre o festival, pois pôde gerar tantas idéias construtivas. abraço a todos. Amigo Isaias já estou pensando até em fazer uma música e colocar como nome "o uisque e o cigarro" hehehehe.

    Stênio M. Carvalho

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  25. Ratificando mais uma vez ao amigo "Julio Pimenta" que por participar de organização de festas e eventos tbm sei o quanto é chato e frustrante receber críticas depois da nossa dedicação, não acho sinceramente que vc deva mudar o formato do MPBeco, deve sim de sua avaliação junto com todas as críticas ( boas ou ruins ) estar sempre se adequando a novas realidades e necessidades afinal só estamos vivos pq nao estamos parados, é isso ai Julio a prova do sucesso do seu festival esta nas inscriçoes feitas ano a ano, no publico presente e tbm nas críticas que vc recebe, pq ninguem perderia seu tempo (como eu) a fazer uma critica se nao desse alguma importancia ao evento, só realmente acho que essas discussoes, válidas na minha opinião,nao seriam tao viscerais se tivessemos uma quantidade maior de festivais para incetivar a produção cultural aqui do nosso lugar, ou quem sabe ainda numa cenário utópico, se tivessemos um festival onde só permitissemos a participação de musicos de outros estados e países, pq nesse cenario utópico todos os bares e casas de shows da cidade estariam repletos de artistas potiguares mostrando seu trabalho, abraço a todos.

    "...juntos nos todos formamos a humanidade que engloba todos os seres humanos/ que podem se destacar dos outros animais pela sua capacidade de pensar/ capacidade que muitas não é utilizada e sendo assim não serve pra nada..."(Gabriel o Pensador)

    Isaías Silvério

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  26. E assim como são as criaturas, são as pessoas do lado direito e esquerdo do Potengi (Luiz Inácio dos Santos).

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  27. Volto a este respeitável Blog para agradecer o espaço a mim concedido; parabenizar a todos que, independente de concordância ou não com as minhas apiniões, subscreveram seus comentários e repudiar àqueles que os fizeram sob o manto do anonimato, andrajo abejeto com o qual os covardes se cobrem. A estes o meu completo desprezo. Aos demais as minhas mais sinceras homenagens e o meu fraternal abraço.

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  28. Antes que me critiquem pelo lapso na digitação, corrijo: abjeto e não abejeto.

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  29. o blue e o tango são músicas,é claro.porém,eles são tão comuns aqui quanto o samba ou o forró?se você for aos EUA e tocar um samba em um festival,será que você venceria?não,por um simples motivo:ELE NÃO É UMA MÚSICA TRADICIONAL NOS EUA!
    então eu pergunto:por que um blues e um tango venceram,se não são tradicionais daqui?
    atenciosamente,
    aline andrade koerig

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  30. Acho que qualquer festival deve ter um FOCO. MPB é música popular brasileira, SEMPRE. Podem inventar o que quiserem, inclusive dizerem que abrange todo tipo de música executada no Brasil (o que é uma INVERDADE). Todo mundo sabe o que é MPB, apenas os pseudo-intelectuais que vem com esse papo que MPB é todo tipo de música. É só estudar história.

    Voltando ao que importa. Qualquer festival deve ter um foco. Ninguém canta um rock no "Canta Nordeste" ou aquele outro de "Forró"...

    E termino de expor meus pensamentos aqui, porque o resto que iria escrever é fácil de descobrir.

    Joca

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  31. venho aqui mais uma vez pra concordar com o amigo "Joca" quem nos comentarios acima supos que mpb é qualquer musica cantada em portugues, viajou legal na maionese, mpb é musica POPULAR brasileira, e pra deixar o argumento por terra, vamos primeiro relembrar que não só se fala portugues no Brasil de acordo com esse pensamento dos intelectuais de esquerda ate os fados e viras do Roberto Leal seriam MPB. Uma musica pra ser considerada uma autentica musica popular brasileira deve estar diretamente influenciada (ritmo, harmonia, melodia, poesia) ao moviemnto de cultura classica brasileira, ou seja desde que nosso pais saiu da pre-historia e entrou na historia no primeiro seculo pos- colonização portuguesa ( antes que algum idiota barbudo do curso de tecnicas metabolicas da UFRN venha querer explanar essa definição minha, sugiro que utilize os ultimos minutos de lan house e faça uma pesquisa avançada sobre o assunto ) começamos a construir a nossa cultura classica, misturando as varias influencias de outras culturas existentes ( brancos, indios, negors, amarelos, extra terrestres e etc) e desses acestrais primitivos surgiram representaçoes de culturas mais elaboradas, tais quais posso citar, xote, samba, xaxado, embolada, vaneiro, e todos os outros q mutios de nós conhecemos, entao tentando ser sucinto a chegar a uma conclusão, qualquer música que não se remeta a uma dessas caracteristicas da nossa cultura classica não pode ser considerada MPB. Exemplificando: o som fuleiragem do garota safada é MPB? Sim, é MPB sim, MPB de péssima qualidade na minha opinião, mas certemanete é MPB; O som maravilhoso dos maranhenses do Tribo de Jah é MPB? Não, não é mpb, é um reggae maravilhoso, porem é um ritmo popular jamaicano e não brasileiro, espero que tenham entendido pois esta é a explicação mais perto da verdade absoluta que voces irão encontrar. Abraço a todos

    "existem dois tipos de pessoas no mundo, as que concordam comigo e as que estão equivocadas / Ariano Suassuna"

    Isaías Silvério

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  32. Fico aqui lendo os comentários sobre um tango e um blues ganharem o primeiro e segundo lugares no MPBeco.
    O nome MPBeco, foi idealizado porque queríamos fazer um Festival de Música no Beco da Lama, que, aliás, foi realizado, na sua primeira edição, no espaço físico da Rua Prof. José Ivo, comumente chamado de Beco da Lama. Não teve nada com ser música, denominada por MPB. Juntou-se o Música Popular com Beco da Lama, ou seja Música Popular feita com o Beco da Lama e no Beco da Lama se ouve e se faz todos os estilos musicais.
    Os músicos, compositores e intérpretes que participam do Festival, sabem que podem participar com qualquer estilo musical, basta ler o REGULAMENTO do MPBeco.
    Essa é uma discussão nula. O festival não tem foco musical, ou seja, não é só de forró, ou de xote, ou de qualquer outro estilo musical, dito ou denominado MPB. Se quiser participar de um festival só de forró, tem o Forraço. Não sei de outro, aqui no RN, que enfoque um estilo musical. Está havendo um Festival da Assembleia Legislativa, que não tem foco. O ano passado fui jurado num festival de uma Associação de Cooperativistas, que não tinha foco. O festival da UFRN, não tem foco. Portanto está aberto. Quer desejar fazer um Festival com foco em um estilo é só "botar o bloco na rua".

    Júlio Cesar Pimenta

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  33. Olá meu neto querido,

    Estou lendo tua postagem sobre o festival,a qual desencadeou tamanha polêmica.
    Comentários, críticas e opiniões são necessários e até saudáveis mas, convenhamos, fazê-los sob anonimato e usando palavras inconvenientes já é apelação, não achas?
    Continua com tua musicalidade, com tua voz que nos encanta e que é sempre um grande prazer em te escutar.
    Um beijo da vó que te ama

    Obs.: Não esquece o arranjo da tia que será igualmente para um festival rsrsrs.

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