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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Natal - Terra de talentos.


Queridos amigos. Após uma pequena pausa, volto a escrever aqui no blogue.
Ontem fui ao TCP – Teatro da Cultura Popular – para ver o duo de Roberto Taufic e Manoca Barreto. Manoca eu já conhecia como professor de guitarra. Foi meu vizinho durante alguns anos. Já tive o prazer de vê-lo tocar em algumas apresentações, mas sempre como músico coadjuvante. Pela primeira vez o vi em uma apresentação sua. Fantástico. Postura e técnica com influencias jazzistas, sem deixar de lado o feeling do bom brasileiro. Referência para todos os músicos do RN, em especial os que passaram pelos corredores da Escola de Música da UFRN, Manoca teve o prazer de ver o auditório do TCP repleto de alunos, ex-alunos, amigos e admiradores da boa música, todos maravilhados com o belíssimo repertório apresentado.
Em sua companhia Roberto Taufic. Já tinha ouvido falar muito sobre ele. Baixei vários vídeos no youtube e fiquei impressionado com a extensão de sua musicalidade.
Uma semana antes do show Edu Ribeiro, produtor musical, me ligou pra dizer que Roberto estaria no TCP dia 16 de fevereiro, e disse que seria uma oportunidade rara para prestigiá-lo, haja vista que o mesmo vive na Itália e pouco vem ao Brasil.
O cara é sensacional mesmo! Uma maneira de tocar que é só dele. Mistura ritmos com solos limpos e precisos. Faz do violão um instrumento grandioso, rico, completo. Brinca com as possibilidades harmônicas e percussivas do instrumento. Um monstro!
É impressionante o talento de nossos músicos. A cada dia me convenço mais de que os melhores estão aqui. Sem desmerecer os outros Estados, mas aqui parece que a virtuosidade aflora naturalmente.
Para completar a noite, a dupla chamou ao palco Wigder Valle que interpretou três canções belíssimas, em destaque “Se eu quiser falar com Deus” de Gilberto Gil. Voz e interpretação a altura da apresentação dos dois violonistas. 
Enfim, foi mais uma noite de boa música que enche os olhos e os corações de entusiasmo. Uma noite especial para todos que prestigiam a arte como forma de celebrar a vida.
Viva nossos músicos. Viva a música.  



Um comentário:

  1. Assim mesmo que se resume: são monstros!

    Cada vez me convenço mais de que o Rio Grande do Norte é a terra dos instrumentistas. Já fui a vários shows, e ouvi falar de tantos outros, nos quais o instrumentista, ali no seu cantinho acanhado, literalmente rouba a cena!

    Aprendi a reparar neles através de Luciano (Sal da Terra), que conhece todos, valoriza todos de um modo muito especial.
    Nos shows que costumamos ir, ele faz questão de ir lá, cumprimentar os componentes da banda, tirar foto, elogiar... E parece que ele conhece todos, assim despretensiosamente. Tietamos desde o zabumbeiro de Santana (Quartinha) até o baixista de Maria Bethania (Romulo Gomes), que se apresentou no show de Zé Renato e Renato Braz.

    O que eu quero dizer é que quem aprecia boa música precisa necessariamente ter essa delicadeza de reparar como ela é executada, como ela, de instrumentos inanimados, de repente se torna possível.

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