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domingo, 9 de janeiro de 2011

KHRYSTAL


Natalense de berço,  Khrystal Gleyde Saraiva Santos cresceu no bairro de Cidade Alta e desde criança já demonstrava aptidão pela música. Instrumentista autodidata, compositora e cantora, essa talentosa potiguar vem conquistando os adeptos da boa música brasileira, transbordando sentimento e transmitindo energia por onde passa. Até parece papo de espiritualista não é?
O fato é que Khrystal possui um atributo raro entre os artistas da música: a presença de palco. Ter presença de palco não é a mesma coisa que performace de apresentação, mas, sim, preencher o palco com a simples presença. Isso é inerente à pessoa, não se aprende. E Khrystal preenche o palco com postura, expressão e sentimento.
Já tive o privilégio de assisti-la em vários eventos, mas tomo como exemplo duas ocasiões. Uma, na sala de cinema do Sesc Natal, espaço para no máximo 30 pessoas. Outra, no estádio machadão, no show em comemoração ao dia de natal.  O que posso dizer é que sua devoção e sentimento foram iguais nas duas situações. Uma artista completa que envolve o público com voz forte e interpretação cênica contagiante. Ela bota pra quebrar mesmo! De delicado, só o nome.
Com carreira solidificada em Natal e em todo o Rio Grande do Norte, seu regionalismo de coco de roda começa a despontar para todo Brasil. Na verdade, num país que revela tantos nomes no cenário musical, muitas vezes, dada a falta de talento, descartáveis, já está mais do que na hora dessa guerreira conquistar definitivamente seu espaço entre as grandes interpretes da MPB.
Todo sucesso pra você mulher porreta. Ou melhor, pra ser mais natalense, mulher arrochada.



11 comentários:

  1. Concordo em gênero, número e grau. hehehe
    Já tive a oportunidade de vê-la em um show e é isso mesmo. Grande cantora.
    O uso das palavras combina bem com o jeito desta mulher "arrochada". rsrsrsr
    Adorei o post. hehehe
    Bjão amor.

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  2. Começou o ano bem João! Khrystal é danada mesmo! Difícil vencer saindo daqui, mas ela temvalor e vai ser mais reconhecida. Tô por aqui acompanhando os posts... Vc tá quase escrevendo melhor do que solando no Cavaco... kkk. Brincadeira! As duas aptidões Vc domina bem... Abs.

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  3. Japinha,
    Sempre atenta às novas postagens heim?
    Essa aí eu sei que você gosta.

    Bjao.

    Rodrigo,
    É difícil sim, mas acredito muito no potencial dela, aliás, acredito que quando se tem talento as dificuldades são sempre superadas.
    Quanto ao hábito de escrever, a culpa é da graduação que escolhi, rsrsrsrs. O cavaco é vício irreversível, não tem mais jeito, rsrsrs.
    Grande abraço.
    JH

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  4. Olá Hique querido,
    Tuas postagens estão ótimas, muito embora desconheça as bandas a que te referes, mas é como eu já disse, se elas estão com teu aval nada mais tenho a dizer. rsrsrs
    Os "veínhos " chegaram para nossa alegria e mais feliz ficamos com a vinda de nossa linda e querida bisneta, a tua Aline.
    Olha, te cuida, que logo logo ela te passará em altura; como cresceu, não?
    Me falaram que o novo CD de vocês vai ficar muito bom. Não esquece a vó, eim?
    Um beijo da vó que te ama.

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  5. Tereza D'Ávila13 de janeiro de 2011 09:22

    A Khrystal é uma grande cantora, não há dúvidas disso. Mas acho que para desapontar no rol das grandes intérpretes brasileiras da MPB, ela precisa se reiventar um pouco. Em todas as apresentações que eu vi da Khrystal - e não foram poucas - ela desbancou esse tom agressivo e rústico demais, que já é uma assinatura dela, mas que eu acho que não combina com todas as canções que ela executa. Roberta Sá, em seu mais novo cd Quando O Canto É Reza, veio mostrar que a ciranda, o coco, o maxixe, o samba de roda - tudo que a Khrystal mais costuma cantar - ficam bem mais lindos quando executados com sutileza de voz e caprichos de cordas.

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  6. Querida vó,
    Eu tenho é muita sorte de ter uma avó tão carinhosa. Obrigado pela aprticipação sempre ativa aqui no blog.
    Aline ta enorme, vai ficar um mulherão, aiaiai, rsrsrs.
    O cd deve ficar pronto no início de fevereiro. A primeira cópia da tiragem vai para a senhora.
    Um beijão.

    Tereza,
    Pelo seu comentário dá pra ver que além de apreciadora da boa música tens visão crítica.
    Seu ponto de vista, apesar de não ser o meu, é bem interessante. Realmente Khrystal tem uma postura bem "agressiva" ao se apresentar. Mas não seria essa a originalidade dela? Vejo em Khrystal uma "Maria Bonita" dos palcos, rsrsrs.
    Grande abraço.
    JH

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  7. Tereza D'Ávila14 de janeiro de 2011 15:01

    Mas porque um artista deveria se preocupar TANTO em ser "original"? Música boa é aquela agradável aos sentidos. Essa discussão me retoma a Elis Regina, uma das melhores intérpretes da MPB - quiçá a melhor. Ela sabia ser uma "Maria Bonita" quando devia sê-lo (ouvi dizer que ela cantava sempre sem se preocupar com o estado da voz no dia seguinte), e às vezes desabrochava uma doçura que Deus até duvidava. Cássia Eller também era assim, quando a gente menos esperava, ela se vestia de sutileza, e então surgiam violinos doces, e nossa, como ela melhorou muitas canções.

    Mas, em todo caso, só sendo muito arrochada mesmo para dominar essa "fera perigosa" que é o gosto alheio.

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  8. Tereza.
    Sua participação engrandece, sobremaneira, as discussões propostas aqui no blogue. Muito obrigado pela assiduidade.
    Sobre ser original, tenho alguns posicionamentos firmados que, com todo respeito, gostaria de expor.
    A começar pela "versatilidade" sugerida em seu comentário, quando traz como exemplo Elis Regina. Penso que tal característica é algo que não se pode cobrar de todo artista. Imagine, por exemplo, querer que Paulinho da Viola, com toda aquela calma que lhe é peculiar, interprete um samba de protesto com os punhos cerrados e fisionomia intimidadora. Diante de sua originalidade que o faz um “quase beato” do samba, tal interpretação não cairia nada bem.
    Por outro lado, a “originalidade” de Elis Regina estava, exatamente, na capacidade de interpretar vários papéis, de mocinha à vilã. Uma verdadeira aula de expressão corporal que muitas vezes camuflava, de forma primorosa, as raras desafinadas de sua bela voz.
    Outro exemplo: o irreverente Tom Zé. Independente da canção, sua maneira de interpretar é a mesma. Mesmo que a música seja de harmonia delicada, ao interpretá-la, certamente, as veias de seu pescoço saltarão, é a sua marca registrada, rsrsrs.
    No meu pensar, ser original é ter estilo próprio, é oferecer ao público aquilo que o artista realmente é, ou que, pelo menos, se propôs a ser.
    Acho que Khrystal é isso aí. Não a vejo interpretando de outra forma, nem vestida ou dançando de maneira mais sutil. É peixeira na bainha e valentia no coco de roda!
    Um grande abraço.
    JH

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  9. Tereza D'Ávila19 de janeiro de 2011 10:53

    Chegamos à conclusão, então, de que Khrystal tem sua originalidade, mas não sabe ser versátil. Ok, convencida.
    Então acho que ela ficaria melhor cantando os sons que merecem "punho cerrado e fisionomia encantadora", essas coisas de protesto, longe longe do que se propõe o estilo musical que ela coloca em seus shows. 'Taí, ela executa bem "Carcará"!
    Na verdade, há músicos que se preocupam demais em serem artistas, e esquecem que a boa música, por si só, já é a arte por excelência (ouvi dizer que uma cantora chamada Janella Monáe chega a pintar um quadro, no palco, enquanto se apresenta). É claro que uma boa desenvoltura é o que faz a boa intérprete (senão, o que seria de Maria Bethania?!), mas tem hora que você deve escolher se quer ser "cantor" ou "ator" (e em alguns casos, inclua-se "dançarino").
    Ou, caso contrário, se faz isso, pega um xote bonito da gota serena, como os que ela executa, que falam de paixão e saudade, e mete cara e voz de brabeza, e aí quero ver quem da plateia vai conseguir se embalar no exato propósito da música...

    PS. Paulinho da Viola é meu calcanhar de Aquiles.

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  10. Tereza D'Ávila19 de janeiro de 2011 10:55

    PS. Em encantora, lê-se intimidadora.

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  11. Tereza,
    Obrigado mais uma vez pela presença aqui no blogue.
    Apesar de divergirmos em alguns pontos, seus posicionamentos não sempre muito bem fundamentados. Participe sempre. O importante mesmo é divulgarmos nossos talentos.
    Hoje postei sobre Jubileu Filho. Dá uma olhada.
    Grande Abraço
    JH

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