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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

JUBILEU FILHO




Antes de falar sobre Jubileu, gostaria de fazer uma reflexão acerca do seguinte tema: “profissão x retribuição”.
Imaginem um profissional que por competência, talento e muito trabalho, conquistou o reconhecimento em sua área de atuação e, por consequência, é retribuído de forma justa. Sugiro como exemplo o médico Ivo Pitanguy. Para muitos, o melhor cirurgião plástico de todos os tempos. Reconhecido no mundo todo pela sua técnica e busca incansável pela perfeição estética. Perfeição, na verdade, é um grau de virtude questionável, pois sempre haverá modelos novos a serem seguidos como parâmetros de beleza, de modo que nossa limitação humana obriga-nos a dizer: “perfeito só Deus”.
Mas mesmo diante dessa fragilidade, é possível perceber facilmente os diferentes níveis de excelência de cada profissional e a ele atribuir o “título” adequado. O problema é que em nosso mundo capitalista, a retribuição financeira muitas vezes não é dada de forma justa.
O médico que se qualifica recebe, além de outras compensações, o pagamento pelo seu serviço, pelo seu talento e competência, de forma satisfatória, justa.
Na música essa matemática, na maioria das vezes, não funciona.
O que dizer de um músico como  Jubileu Filho?
Compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical. Considerado um dos guitarristas mais técnicos e virtuosos do Brasil. De execução primorosa que enche os olhos de qualquer um, do leigo ao maestro, essa fera já tocou com renomados músicos do cenário nacional, como Fagner, Armandinho, Elba Ramalho e Lenine.
A rigor, Jubileu é um Ivo Pitanguy da guitarra. O que o diferencia do famoso cirurgião é a retribuição alcançada pelo desempenho de seu ofício.
É dizer, o talento é o mesmo, mas a conta bancária é bem diferente.
Todavia, pela humildade e maestria com que conduz sua carreira, essa equiparação um dia irá de acontecer. É o que esperamos.
Boa sorte amigo, e continue nos encantando com seus solos perfeitos, ou melhor, quase perfeitos, pois perfeito mesmo só Deus.

JH


4 comentários:

  1. Nossa, mais uma vez arrasando no post, heim?
    Escrita clara e concisa. Parabéns(mesmo sendo suspeita para falar)hehehe.
    Bom, através do marido da minha prima (O grande Alzimar, hehehe) já sabia quem era de nome. Porém, quando o vi na apresentação do LDP no Teatro fiquei de bobeira.
    Como você mesmo disse, encanta até os leigos. rsrsrs
    O cara é fera!!!(Cabe bem a comparação feita acima)
    Eu que não entendo muito, admiro apenas os dedos que não param e o som maravilhoso. rsrsrs
    Sucesso sempre!!!
    Bjão amor.

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  2. remuneração x talento eu atribuo a forma como o próprio talento de se enxerga. como já disse anteriormente os músicos locais muitas vezes prostituem e tocam seus talentos em qualquer lugar e a qualquer preço. isso é também uma questão de escolha e de fazer jus ao seu próprio talento ao invés de ficarem disputando espaço com o leque de bandas e bons músicos que existem aqui. garanto que as casas de shows e bares locais ganham no minimo 3x mais em cobrança de couvert do que é o valor ofertado ao músico daqui. mas aceita quem quer, precisa e pode. mas o reconhecimento de todo e qualquer grande talento só se dar na medida em que estes fizerem jus ao seu nome em seus bolsos também.

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  3. Acho sua ideia de homenagiar os músicos da terra fantastica,parabéns pelo blog muito show, abraços.

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  4. UMA DAS ENTREVISTAS MAIS EMOCIONANTES QUE JÁ VI NUMA TV LOCAL FOI A DOS IRMÃOS JUBILEU E BETHOVEN NO DIA DO MÚSICO DE UM ANO QUALQUER. PERGUNTARAM A JUBILEU O QUE ERA PRECISO PARA SE TORNAR UM GRANDE MÚSICO. ELE NÃO TITUBEOU E CITOU AS PALAVRAS DE SUA MÃE: "MUITO ESTUDO E SER GENTE BOA". EXATAMENTE O QUE ELE É, UM ESTUDIOSO DA MÚSICA E GENTE DA MELHOR QUALIDADE.

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