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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

MACAXEIRA JAZZ


Pra não perder o costume, mais um questionamento.

O que é mais marcante em uma canção, letra ou melodia?
Pode uma música se tornar famosa, cair no gosto do povo, apenas por exibir uma letra especial? Por outro lado, uma canção de letra vaga, porém com uma bela melodia, tem potencial para o sucesso? São necessárias as duas coisas? Qual a mais importante?

Penso que, apesar do papel importante da letra, o segredo de uma boa música está na melodia. Respeitando opiniões contrárias, atribuo à melodia 70% do potencial de sucesso de uma canção. E mais, os outros 30% divido em letra, ritmo e harmonia. Vinícius de Morais deve estar se debatendo no caixão, rsrs.

Estou sendo muito radical? Seria necessário unir as das duas coisas para que o ciclo se fechasse e o sucesso acontecesse? E um grupo que só toca música instrumental?

O Macaxeira Jazz está aí para desafiar esse conceito.
São jovens que ousaram cair na estrada tocando apenas música instrumental. Virtuosos por excelência, o que não é raro em grupos dessa natureza, porém com um atributo que os difere dos demais: a originalidade.
Recorrendo ao significado dessa palavra, “é aquilo que tem caráter próprio, de cunho novo e pessoal, que não segue modelos”. E é isso que o Macaxeira faz quando mistura em seu repertório Jacob do Bandolim, Beatles e Michael Jackson. Os caras mandam um Billie Jean logo depois de Brasileirinho! Sensacional!
No comando, Diogo Guanabara. Músico de talento precoce que domina  a arte do bandolim exibindo técnica e muito swingue. Na guitarra, o virtuosíssimo Ticiano D`More. No baixo, a segurança de Henrique Pacheco. Completando essa turma, na bateria, o irreverente Raphael Bender .
Amigos, estudiosos e criativos que, com talento ímpar, levam sua musicalidade para qualquer lugar.
De Natal ao Japão tocando a música do mundo e, com um detalhe, sem cantar uma só palavra, rsrs.
Sucesso em 2011.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Camila Masiso - Tem roqueira no samba.


Após anos passeando pelos palcos do Pop Rock, essa talentosa potiguar rendeu-se aos encantos do samba que, por sua vez, a acolheu de braços abertos.
A rigor, toda mudança é difícil, de modo que na música não poderia ser diferente. O medo do “novo” é o maior desafio a ser vencido, penso eu. É preciso coragem para recomeçar, redescobrir-se, se permitir arriscar.
E foi isso que Camila Masiso fez. Depois de ter passado por bandas como Base Livre, Lado B e Tricor, Camila, com muita personalidade, ousou trilhar novos rumos em sua carreira, e nessa empreitada deu sorte logo de cara. É que em seu caminho apareceu Diogo Guanabara e a turma do Macaxeira Jazz, quer companhia melhor?
Os caras, munidos de toda malandragem inerente aos grandes sambistas, acolheram a musa com carinho, dando o tom exato para sua bela voz.
E que voz! Suave, afinada, uma rouquidão na medida certa, um charme.
Repertórios como o de Roberta Sá e Maria Rita caíram como uma luva, iniciando a nova fase de sua trajetória.
A aceitação do público natalense foi imediata, e não poderia ser diferente, pois não há quem resista à harmonia de seu “samba-bossa”.
Em setembro de 2010 lançou o cd “Boas Novas”, no Teatro Alberto Maranhão, com 9 composições inéditas, dentre as quais destaca-se “O amor”, de autoria de Maykel Câmara e Diogo Guanabara.
Seja bem vinda ao Samba do Brasil!
A guitarra, símbolo maior do rock, deve estar distorcendo-se de saudades. Todavia, o violão agradece.
Boa Sorte.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mesa Doze - Geração 2000


Não há cultura que resista ao tempo se não for relida, redescoberta, relembrada.
O samba, em pese toda força de sua raiz, necessita de constante renovação.
Aqui em Natal, apesar de a grande mídia ser voltada para o forró, o samba, a cada nova geração, se mantém vivo, conquistando cada vez mais admiradores.
O Mesa Doze é um bom exemplo disso.
São os mais jovens expoentes desse gênero musical que, com muita simpatia e entusiasmo, aos trancos e barrancos, vem contagiando a meninada local.
Sim, aos trancos e barrancos mesmo! Veja que não é fácil competir com a grande máquina de cultura medíocre que são as rádios atuais. É tanto “paredão”, “cabaré”, “cachaça”, “carrão”, que é quase impossível conquistar o jovem tocando samba.
Todavia, a trupe de João e Huguinho encarou o desafio, sapecando o pandeiro cidade afora. “DESLIGA o paredão e bota o samba pra torar”.
Flauber Benício (surdo), João Felipe (voz e banjo), Huguinho (cavaco), Gláucio (tan-tan e voz), Guilherme pinto (violão) e Guilherme Bigode (bateria).
É a nova geração do samba natalense que pede passagem.
E tome Mesa Doze!!!!
Sucesso sempre.

Contato: 9417.3333 (Vagner Júnior)



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pura Tentação - Do samba ao baile.


Queridos amigos, leitores do papoco.
Dando continuidade à proposta original do blog, qual seja, divulgar o trabalho dos artistas locais, é chegada a hora de falar dessa galera que sacode a nossa cidade, esbanjando talento e profissionalismo.
Para saber como tudo isso começou, detalhadamente, sugiro que acessem o seguinte endereço: http://www.puratentacao.com/pages/release.html. O link os remeterá a um release detalhado do grupo que, diga-se de passagem, está muito bem escrito.
Pois bem. Uma das bandas mais requisitadas de Natal, o Pura Tentação, pra quem não conhece, o que é bem difícil, nasceu no samba, isso mesmo, bambas de primeira linha. Foi no final dos anos 90 que a turma alçou vôo com destino certo, o sucesso. Aqui em Natal, Pura Tentação é sinônimo de sucesso. A evolução musical conquistada com o passar dos anos, a visão de marketing estratégico, a sociabilidade, são algumas das virtudes dessa banda vencedora.
À frente dos trabalhos, dois advogados, Rodrigo Lira e Saulo Medeiros. Não me perguntem como eles conseguem dividir o seu tempo, também tenho essa curiosidade. Quem sabe eles se manifestem aqui no blog?
No meu pensar, o profissionalismo com que conduzem os trabalhos do grupo é fruto da seriedade exigida na prática forense, de maneira que a música e a advocacia acabam se tornando uma coisa só. Será?
Completando a família: Thiago Túlio (teclados), Daniel Abreu (baixo), Netinho Costa (guitarra), Luiz Júnior (percussão), Rômulo Fernandes (percussão), Wendell (bateria) e Rodolpho Barros (produção).
Sempre atento às novidades da música, o grupo se mantém constantemente atualizado, trazendo para o seu repertório tudo que há de mais “estourado”, “pipocado”, independentemente da origem, do conteúdo, se veio do clássico ou do brega, da partitura ou youtube, o que importa é a animação. E é esse o tempero que vem conquistando o natalense e dando-lhes a preferência dos bailes de formatura, casamentos e confraternizações em geral. Se tiver Pura Tentação, a animação é garantida.
Todo sucesso pra vocês amigos.


Contato: (84) 9991-8484



quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pagode Nosso Grito - 10 anos


Antes de falar propriamente do grupo, gostaria de fazer uma breve reflexão.

Vocês sabem qual a diferença entre samba e pagode? Na minha opinião nenhuma.
Na verdade, penso que o pagode é a ocasião, o ambiente. É a união de sambistas, boêmios, amantes da música e da noite, com o objetivo de prestigiar o samba.
O problema é que se criou um estereótipo de que pagode são os sambas menos refinados, melosos, de pouco conteúdo, os ditos “da mídia”, dando-lhe, inclusive, uma conotação um tanto quanto pejorativa. Quanta bobagem! É tudo samba minha gente.
O Nosso Grito é prova disso.
São 10 anos de muito samba, com uma bagagem que muitos artistas locais não possuem. Já são três dvds, além da experiência de terem acompanhado grandes nomes do cenário nacional como Neguinho da Beija-flor, Arlindo Cruz, Sombrinha entre outros.
À frente dessa turma Flávio Xingu. Nas cordas, os talentosos, Thiago (cavaco), Nando (banjo) e Netinho (violão). Na cozinha muita cadência e categoria com Jason, Galo e Jr. Prego. Paulo Márcio (baixo) e Paulo Eduardo (teclados) completam a harmonia do samba.
Ecléticos na escolha do repertório, o grupo mescla composições próprias com sambas novos e antigos, tudo com muita originalidade e requinte na execução.
Despidos de qualquer tipo de preconceito, levam o seu som a todos os cantos da cidade, dos mais humildes aos mais sofisticados. Talvez seja esse o maior atributo do Nosso Grito, ser do povo.
E já que o samba é do povo, que esse grito ecoe sempre.
Sucesso!

Contato para shows:
(84) 8895.1545 Flávio Xingu
(84) 9164.9083 Danilo